• Sândor Vasconcelos

Chapada dos Veadeiros - 6 dias

Atualizado: Fev 6


Época da minha viagem: janeiro de 2014

Como ir: na minha opinião, a melhor alternativa é ir de avião até Brasília e lá alugar um carro para seguir viagem até a Vila de São Jorge, o que dará mais liberdade para fazer os passeios sem depender de carona

"Modo de usar" este roteiro: ele está exatamente como eu fiz. Sugiro conferir os horários (que costumam sofrer poucas alterações) e os valores (que podem mudar muito) nos links oficiais que coloquei e... boa viagem!

Dia 1

Jardim de Maytrea e Morro da Baleia

O Morro da Baleia (à dir.) faz parte do cenário do Jardim de Maytrea

Chegando à Chapada, o cartão de visitas fica entre Alto Paraíso e a Vila de São Jorge e se chama Jardim de Maytrea. Lá, o Morro da Baleia completa o lindo cenário. Pare o carro no acostamento, contemple tranquilamente e não se canse de tirar fotos.

Quanto: grátis

Dia 2

Parque Nacional

O salto de 120 metros é visto na trilha Saltos

Fiz duas das principais trilhas no primeiro dia, a Saltos do Rio Preto e a Corredeiras. A primeira providência é levar suprimento, em alguns pontos das trilhas dá pra reabastecer com água de nascentes, purinha e fresca.

Na entrada é feito um cadastro, assina-se um termo de responsabilidade e assiste-se a um filme de uns 6 minutos, que explica as trilhas, a sinalização e os cuidados que devem ser tomados. Na época, o Parque não possuía atendimento de emergência e quando visitei não havia sequer bombeiros ou salva-vidas. Um kit básico de primeiros-socorros é essencial. É possível contratar guias no local, para grupos de até 10 pessoas. Pelo que vi, se até o meio da manhã não chegar alguém querendo contratar, eles vão embora. Vale também pedir nas próprias pousadas uma indicação de guia. O local é muito bem sinalizado e as trilhas são limpas.

A trilha Saltos leva a duas cachoeiras, uma de 120 m, espetacular, mas que só pode ser observada de longe, e outra de 80 m (foto abaixo), que além de sensacional ainda proporciona um banho delicioso em seu poço.

A trilha Corredeiras leva a uma série de piscinas naturais (foto abaixo) que são um convite irresistível a relaxar para encarar a volta. Fazer as duas trilhas é bem cansativo, exige bom preparo físico. O próprio material de divulgação do Parque classifica a Saltos como “pesada” (ida e volta são cerca de 9 km) e a Corredeiras “leve” (para quem vai fazer somente ela, são 6,5 km ida e volta). Fazendo as duas, são cerca de 11 km para ir e voltar.

Quanto: R$ 18 brasileiros / R$ 27 estrangeiros Mercosul / R$ 36 demais estrangeiros (preço de 2020, aceitam cartão de crédito)

Duração: dia todo (parque abre às 8h, última entrada às 12h)

Infos atualizadas aqui

Dia 3

Vale da Lua

Lugar incrível, realmente lembra a superfície lunar. Leve água e alguns petiscos.

Quanto: R$ 20 (preço de 2020, somente em dinheiro)

Horário: 7h30-17h30 (infos atualizadas aqui)

Duração: cerca de 3h


Raizama

Não há guias e a trilha é média. Também não há comida nem água para venda no local. O primeiro banho de cachoeira do percurso é no rio Raizama, delicioso. Depois há uma piscina natural do rio São Miguel, desfiladeiros fantásticos e uma natureza incrível.

Quanto: R$ 20 (preço de 2020)

Duração: cerca de 3h


Águas Termais Morro Vermelho

No fim do dia, relaxe nas águas termais. Na chegada, dá pra encomendar o almoço/janta e descer para as piscinas. A comida caseira é uma delícia. Aproveite para provar alguns sucos de frutas do cerrado. Tomei o de cagaita, que lembra pitanga, muito bom.

Quanto: R$ 25 (preço de 2020)

Duração: 2h são suficientes (fecha às 22h)

Dia 4

Parque Nacional

Novamente no Parque Nacional, agora para as trilhas Cânion e Cachoeira Carioquinhas. Leve relógio, pois é muito fácil perder a noção da hora admirando as paisagens.

As trilhas, principalmente a Cânion, têm muitas pedras e são pesadas. Mas a dureza da caminhada é recompensada com um poço maravilhoso para banho e para saltos das pedras. Tome muito cuidado, pois quando visitei não havia salva-vidas e caso algum acidente aconteça o atendimento médico certamente demorará bastante.

Siga pelo parque até a Cachoeira Carioquinhas (foto abaixo), outro ponto de cair o queixo. Pode-se tomar um delicioso banho, relaxar nas piscinas naturais ou apenas sentar nas pedras e contemplar.

Quanto: R$ 18 brasileiros / R$ 27 estrangeiros Mercosul / R$ 36 demais estrangeiros (preço de 2020, aceitam cartão de crédito)

Duração: dia todo (parque abre às 8h, última entrada às 12h)

Infos atualizadas aqui

Dia 5

Cachoeira Santa Bárbara

Essa fantástica cachoeira fica em Cavalcante, a uns 125 km da Vila de São Jorge. Acorde bem cedo para chegar lá com o sol em posição favorável. Da Vila. A pista de asfalto é bem ruim. Em Cavalcante, peça orientação no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), que fica logo na entrada da cidade, sobre como pegar a estrada de terra (cerca de 25 km) até a comunidade quilombola Kalunga, dentro da qual está a Santa Bárbara.

Na comunidade, pode-se contratar um guia local para ir à cachoeira. O próprio guia indica um restaurante que serve almoço caipira na volta do passeio. As encomendas são feitas antes da saída para a cachoeira.

De carro, segue-se por 1 km de terra e chega-se a um rio que corta a estrada. No inverno, quando o nível da água está baixo, é possível passar com o carro e seguir mais 5 km de terra até a entrada da Santa Bárbara. Na época de chuva (quando fui), carro baixo não passa, então segue-se a pé ou, conversando antes com o guia, dá pra ir de caminhão (cobra-se por pessoa).

Chegando à cachoeira, há uma pequena trilha de pedras, bem difícil. O primeiro contato é com uma cachoeira menor, bem bonita. A Santa Bárbara fica logo depois.

Quanto: R$ 10 cachoeira / R$ 50 (por grupo) guia (preços de 2014)

Duração: dia todo

Dia 6

Cachoeiras Almécegas e São Bento

A três cachoeiras ficam na Fazenda São Bento. A Almécegas 1 tem trilha bem pesada, com cerca de 3 km e subidas íngremes de pedra. O banho é muito bom, tanto nas piscinas naturais antes da queda quanto no poço embaixo dela, mas as águas são geladíssimas.

Já a Almécegas 2 tem acesso bem mais tranquilo, também com piscina natural e espaço para tomar sol. Com trilha muita mais acessível, a Cachoeira São Bento fica bem próxima da entrada da fazenda e tem um poço grande para banho e plataforma para quem curte dar uns pulos na água.

Quanto: R$ 30 (preço de 2014)

Duração: meio período

Dicas gerais

- Fiquei 6 dias e não consegui fazer pelo menos dois programas que dizem ser sensacionais, Cachoeira Loquinhas e Rio dos Couros. Portanto, sugiro ficar pelo menos 7 dias.

- Não é obrigatório vacina contra febre amarela, mas é uma medida interessante de precaução. Não sofri muito com mosquitos, pois caprichava no repelente.

- Quando ir: no meio do ano chove pouco, o lado ruim é que os rios estão baixos e o volume de água é bem menor, então as cachoeiras não têm aquela imponência toda. Em janeiro chove muito, o que pode impossibilitar os passeios, mas eu fui e tive sorte. Março e abril são ótimos meses, assim como setembro e outubro. A temperatura na Chapada é amena, especialmente à noite.

- Hospede-se na Vila de São Jorge, lugar especial, na entrada do Parque e próximo de várias atrações.

- Se ficar na Vila de São Jorge, leve dinheiro vivo (sugiro média de R$ 80 por dia). A maioria dos restaurantes e dos passeios não aceita cartão. Se estiver de carro e for se hospedar na Vila, abasteça em Alto Paraíso, porque em São Jorge não há posto. Como muitos dos passeios são feitos a partir dali, garanta o tanque cheio.

- Na Vila não há médicos. Se algo mais grave acontece, a pessoa tem que ser levada até Alto Paraíso. Portanto, prudência é a palavra.

- Nos passeios no Parque Nacional leve relógio, porque é muito fácil perder a noção da hora admirando a paisagem, aí fica apertado para voltar (fechamento às 18h, mas pedem para retornar até 17h).

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Sândor Vasconcelos, jornalista profissional e turista amador. Resolvi juntar as duas coisas e criei o blog. Espero que os roteiros, dicas e sugestões sirvam de inspiração para muitas viagens.