• Sândor Vasconcelos

Nova Zelândia - 20 dias

Atualizado: 9 de Set de 2018


Época da minha viagem: setembro de 2011

Precisa de visto? Para brasileiros, não.

Algum outro documento? Vale a pena tomar a vacina para febre amarela e emitir o certificado internacional. Antes de qualquer viagem, confira aqui se o(s) país(es) de destinos exige(m) a vacina e leia aqui como emitir o certificado internacional

Antes de ir: no meu caso, optei por fechar um tour pelas duas ilhas com a Kiwi Experience, que vende pacotes ajustáveis ao gosto e à disponibilidade de dias. O percurso é de ônibus e as hospedagens em hostel. Foi tudo perfeito.

"Modo de usar" este roteiro: ele está exatamente como eu fiz. Sugiro conferir os horários (que costumam sofrer poucas alterações) e os valores (que podem mudar muito) nos links oficiais que coloquei e... boa viagem!


Dia 1 - Auckland

City Tour

Auckland é muito moderna, limpa, com cara de metrópole (cerca de 1,3 milhão de habitantes). Havia pouco tempo para conhecer a cidade, então optei pelo AucklandExplorer, ônibus hop on-hop off, para dar uma geral. Alguns dos pontos foram o Monte Eden e a Sky Tower.


Museu de Auckland

Legal para ver um pouco da cultura dos maoris, os nativos da Nova Zelândia. Perto há um viveiro de plantas lindo, vale uma passada rápida.

Quanto: $ 25 dólares NZ (preço de 2018) - veja a conversão em Reais

Horários: 10h-17h seg a sáb

Infos atualizadas aqui

Dia 2 - Auckland a Whitianga

Whitianga fica na Baía de Mercury, península de Coromandel. No caminho, parada em uma praia de areia aquecida, onde o barato é abrir um buraco na areia, de região vulcânica, e esperar que uma onda o enchesse para formar uma jacuzzi.

Depois, mais uma parada, em Cathedral Cove (foto), onde é feita uma trilha curta.

Dia 3 - Whitianga a Waitomo

De manhã, parada para caminhada na reserva Karangahake, onde a diversão é passar por desfiladeiros através de pontes de corda. As minas abandonadas também valem a visita.

No fim do dia chegamos à região das cavernas de Waitomo, onde há as glowworms, larvas com luz própria que fazem teias no teto para atrair suas presas. Lá fiz o Black Labyrinth Tour (infos abaixo), um rafting dentro da caverna, em boias individuais. Em determinado momento, todos apaguem as luzes dos capacetes e o rafting é feito no escuro.

Quanto: $ 142 dólares NZ (preço de 2018) - veja a conversão em Reais

Horários: 30 em 30 min

Infos atualizadas aqui

Dia 4 - Waitomo a Rotorua

São cerca de 150 km de estrada. Rotorua é muito bonita, visitei o Government Gardens e à noite o pessoal do tour nos levou a uma vila maori, onde são feitas apresentações tradicionais e, no fim, serve-se um jantar típico feito no solo vulcânico do local. Bem legal.

Dia 5 - Rotorua a Taupo

De manhã visitamos a reserva geotermal Whakarewarewa (entrada paga, infos aqui), onde funciona o instituto Te Puia, de arte e artesanato maori. O lugar é cheio de gêiseres, lama quente e fumaça.

No caminho, fizemos uma caminhada ao redor da queda d’água Huka, no rio Waikato. Muita gente anda de jet boat nesse maravilhoso rio.

Chegando a Taupo, tarde livre para andar pela cidade. O lago, que tem o mesmo nome, é o maior da Nova Zelândia, com 622 km².

Dia 6 - Taupo

De manhã, skydive. Fechei o pacote para saltar sobre o lago Taupo, com a equipe Tandem, indicada pela guia da Kiwi Experience. Experiência incrível. Na parte da tarde, passeio pela cidade.

Quanto: $ 359 a $ 659 dólares NZ (preço de 2018) - veja a conversão em Reais

Infos atualizadas aqui

Dia 7 - Taupo a River Valley

Cerca de 170 km de estrada. A primeira parada foi para uma trilha leve no Parque Nacional Tongariro, declarado patrimônio da humanidade pela Unesco em 1990. Chegada no fim da tarde a River Valley.

Quanto: entrada gratuita

Dia 8 - River Valley

De manhã, rafting incrível no rio Rangitikei. À tarde partimos rumo a Wellington, capital da Nova Zelândia. Chegamos no fim da tarde e saímos logo após o nascer do sol no dia seguinte, então vi pouca coisa.

Infos atualizadas aqui

Dia 9 - Wellington a Nelson

Nesse dia passamos da ilha norte para a sul cruzando o Estreito de Cook por ferry boat. A travessia é bem bonita. Chegada no fim da tarde e passeio rápido por Nelson.

Dia 10 - Nelson a Westport

Faríamos jet boat em Westport, mas o tempo estava tão ruim que cancelamos. A chuva persistiu o dia todo e inviabilizou até mesmo um passeio pela cidade.

Dia 11 - Westport a Lake Mahinapua

De manhã, parada em Cabo Foulwind para uma caminhada. A trilha, com vista para o Mar da Tasmânia (ou Tasman, em homenagem ao primeiro europeu a chegar ao local, Abel Tasman), é daqueles lugares que você se belisca para acreditar que é real. E ainda há observação de focas.

Dias 12 e 13 - Franz Joseph

No dia 12 fomos de Lake Mahinapua a Franz Joseph. Rodamos a manhã toda e chegamos pela tarde, a tempo de uma caminhada rápida pela cidadezinha.

No dia seguinte, subimos o Glaciar Franz Joseph. São mais de seis horas de percurso, grande parte no gelo permanente. Há a opção de fazer o tour reduzido, mas não vale a pena, principalmente porque no começo da subida o gelo é imundo. Quanto mais se sobe, mais limpo e bonito fica.

As paredes azuis de gelo precisam ser praticamente escaladas. Por isso, o guia e os equipamentos (incluídos no valor) têm que ser bons. E a empresa indicada pelo pessoal da Kiwi Experience é ótima. Também é importante ter um condicionamento físico mínimo, embora sejam feitas paradas para descanso e alimentação (cada um leva a sua na mochila).

Infos atualizadas aqui

Dia 14 - Franz Joseph a Wanaka

Viagem de dia inteiro com algumas paradas em pontos da estrada para aproveitar vistas fantásticas. A escolha de fazer o tour da ilha norte à sul de ônibus foi perfeita, para poder aproveitar exatamente essas oportunidades.

Dia 15 - Wanaka a Queenstown

No caminho foram duas paradas: uma no Puzzling World, parque bem curioso, e outra pra quem quisesse fazer o bungee jump (não foi o meu caso e me arrependi).

Dia 16 - Queenstown

Visitei cidades absolutamente lindas nos 20 dias em terras maoris, e Queenstown foi a melhor delas. Não apenas pela beleza: a “capital da aventura” neozelandesa é linda, segura, extremamente agitada e oferece uma quantidade de lojas, bares, restaurantes e casas noturnas difícil de se encontrar nas outras localidades. E andar pela madrugada, de bar em bar (fizemos o famoso pub crawl), com um monte de gente nas ruas e com a certeza de que não será assaltado ou importunado é algo que realmente encanta.

Dia 17 - Milford Sound

O fiorde neozelandês é o atrativo natural mais visitado do país. Para ir a Milford, fechei pacote com a própria Kiwi Experience. Saímos muito cedo de Queenstown, pois para-se em alguns cenários durante o trajeto. Chegando lá, pega-se uma embarcação que navega pelo fiorde por pouco mais de uma hora (o almoço é feito no navio), acompanhada por golfinhos. Outra companhia no local são as focas, que aproveitam as grandes rochas no mar para tomar banho de sol.

Dias 18 e 19 - Christchurch

Escolhi Christchurch como ponto de partida do voo de volta a Auckland sem saber que, sete meses antes de eu desembarcar na Oceania, um terremoto de magnitude 6,3 havia matado mais de 60 pessoas na cidade, a segunda maior da Nova Zelândia. Em vez de passar mais um tempo em Queenstown, acabei ficando dois dias em uma cidade em reconstrução. O centro estava todo fechado. Restou dar uma caminhada pelos poucos pontos inteiros. A lição que fica: antes de fechar o roteiro, leia não só dicas e sugestões, mas também notícias relacionadas aos locais que pretende visitar.

Dia 20 - Auckland

No último tive tempo apenas para um passeio curto na zona portuária. São necessários alguns dias a mais para conhecer melhor a cidade.

Dicas gerais

- Tenha sempre algo para comer e água na bolsa, o comércio de alguns lugares visitados fecha cedo ou há poucas opções.

- Os vinhos neozelandeses, especialmente os brancos (uvas sauvignon blanc e gewürztraminer, por exemplo), são excelentes. Aproveite.

- O tour de ônibus, além de proporcionar paradas sensacionais, também permite conhecer gente do mundo inteiro, é muito legal.

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Sândor Vasconcelos, jornalista profissional e turista amador. Resolvi juntar as duas coisas e criei o blog. Espero que os roteiros, dicas e sugestões sirvam de inspiração para muitas viagens.